
Eu sou apaixonada pelo que escolho fazer. Não importa o que seja, mas me apaixono loucamente. Quando fui vegetariana, ao 14 anos, não podia ser só de carne, fui ao extremo e abandonei qualquer coisa que pudesse ter passado perto de um bichinho: até gelatina porque dizem ter tutano. Até hoje não sei se gelatina tem tutano, mas eu amava ser vegan, mesmo que cegamente.
Houve minha fase professora. Cheguei a ir trabalhar, por 6 meses, em período integral e só recebendo meio período. Mas era importante pra escola e pro meu currículo. Hoje eu não consigo nem me imaginar numa sala de aula, acho que teria meu melhor momento estátua.
Então eu fui fazer artesanato. E ficava a madrugada inteira, fins de semana inteiros, lixando e pintando. Ainda adoro isso, mas há anos não mexo nos guardados e crio alguma coisa.
Teve ainda a fase Lost. Eu baixava a temporada inteira e só saía da cama para pegar alguma coisa pra comer, na frente do note, claro. 10 episódios num dia. Quando a série chegou no final minha conclusão foi: Fui enganada. Se era pra mandar todo mundo pra luz, era só chamar a Melinda Gordon na primeira temporada que ela resolvia em um episódio. Triste. Nunca mais falei de Lost.
Cada época teve sua paixão, com propensão ao vício, estafante, que consumo até a exaustão e depois simplesmente pego implicância e nunca mais penso.
Foi assim que me enfiei no Mafia Wars. Momento sem grana e sem nada para fazer, joguei uns joguinhos do Facebook e depois de uns dias já dormia e acordava pensando na hora de jogar. Aí enjoei... ia parar, mas todo mundo me dizia para entrar num clã. Entrei no MBR e ah que paixão! Agora além de jogar eu conhecia pessoas, lutava contra outros clãs, era o máximo! Enjoei, me preparei pra abandonar tudo e fui convidada para ser administradora do clã. Eu não consigo largar o Máfia e o MBR.
Isso foi longe, as pessoas saíram de traz da tela e hoje têm nome, rosto, cheiro e cor. Elas entraram pra minha vida e era disso que eu mais precisava: pessoas.
Então eu mudei, novamente, de casa. Minha quinta casa no vilarejo, décima na vida. Até agora, a melhor de todas. Mas isso me deixou off por 20 dias. Vinte longos dias longe do Máfia, do MBR, das pessoas.
Achei que isso seria o fim do jogo na minha vida. Achei que assim eu conseguiria esquecer esta paixão e ver que vivo sem ela. Ledo engano! Essa paixão é séria... é daquelas que só acaba devastando a vida e corpo. Porque eu sinto falta do meu joguinho todos os dias. Um buraco enorme no peito.
Quando o vício chega neste ponto, só tem um jeito: lidar com ele. Mafia é igual cigarro, você começa sabendo que um dia vai parar, mas por enquanto tá bom assim. Um dia eu vou abandonar o Máfia, mas ainda não tenho outra paixão para substituí-lo. É a minha novela, o meu jogo de futebol. Só mais uma paixão.
Então eu fui fazer artesanato. E ficava a madrugada inteira, fins de semana inteiros, lixando e pintando. Ainda adoro isso, mas há anos não mexo nos guardados e crio alguma coisa.
Teve ainda a fase Lost. Eu baixava a temporada inteira e só saía da cama para pegar alguma coisa pra comer, na frente do note, claro. 10 episódios num dia. Quando a série chegou no final minha conclusão foi: Fui enganada. Se era pra mandar todo mundo pra luz, era só chamar a Melinda Gordon na primeira temporada que ela resolvia em um episódio. Triste. Nunca mais falei de Lost.
Cada época teve sua paixão, com propensão ao vício, estafante, que consumo até a exaustão e depois simplesmente pego implicância e nunca mais penso.
Foi assim que me enfiei no Mafia Wars. Momento sem grana e sem nada para fazer, joguei uns joguinhos do Facebook e depois de uns dias já dormia e acordava pensando na hora de jogar. Aí enjoei... ia parar, mas todo mundo me dizia para entrar num clã. Entrei no MBR e ah que paixão! Agora além de jogar eu conhecia pessoas, lutava contra outros clãs, era o máximo! Enjoei, me preparei pra abandonar tudo e fui convidada para ser administradora do clã. Eu não consigo largar o Máfia e o MBR.
Isso foi longe, as pessoas saíram de traz da tela e hoje têm nome, rosto, cheiro e cor. Elas entraram pra minha vida e era disso que eu mais precisava: pessoas.
Então eu mudei, novamente, de casa. Minha quinta casa no vilarejo, décima na vida. Até agora, a melhor de todas. Mas isso me deixou off por 20 dias. Vinte longos dias longe do Máfia, do MBR, das pessoas.
Achei que isso seria o fim do jogo na minha vida. Achei que assim eu conseguiria esquecer esta paixão e ver que vivo sem ela. Ledo engano! Essa paixão é séria... é daquelas que só acaba devastando a vida e corpo. Porque eu sinto falta do meu joguinho todos os dias. Um buraco enorme no peito.
Quando o vício chega neste ponto, só tem um jeito: lidar com ele. Mafia é igual cigarro, você começa sabendo que um dia vai parar, mas por enquanto tá bom assim. Um dia eu vou abandonar o Máfia, mas ainda não tenho outra paixão para substituí-lo. É a minha novela, o meu jogo de futebol. Só mais uma paixão.


